Branding para Pequenas e Médias Empresas

Pequenas e médias empresas ainda são um ponto fora da curva quando o assunto é branding e algumas premissas, nesse artigo destaco duas delas, nem sempre verdadeiras, são responsáveis por alimentar atitudes excludentes das PMEs com a gestão da sua marca. O primeiro fator que destaco, e para mim o mais grave, é o total desconhecimento do que é branding, e sou obrigado a concordar que é difícil aplicarmos conceitos que desconhecemos. É bem verdade que branding é um conceito amplo e complexo, que gera algumas confusões, até mesmo de profissionais de comunicação, publicidade e marketing, e que é necessário que seja esclarecido e ensinado, uma das saídas é o marketing baseado na educação dos pequenos e médios empresários sobre o tema. Vamos ver, de forma bem concisa, o que é branding?

 

Posicionamento. Esse é um conceito chave para entender a questão. Como sua empresa se posiciona no mercado e principalmente como os seus consumidores vêem sua empresa. Uma empresa para parecer ser alguma coisa (moderna, clássica, tecnológica, jovial, cool, sofisticada, etc.) ela precisa antes de tudo ser, e tão importante quanto ser é fazer com que os seus consumidores vejam, sintam e valorizem o que a empresa de fato é.  Qual o seu olhar sobre empresas como a Apple, Skol, Coca-Cola, Samsung, Danone, Brastemp, Volkswagen, Audi ou Ferrari? Sua resposta certamente irá ao encontro do posicionamento dessas empresas.

 

Promessa. Outro ponto nevrálgico para o entendimento de branding. É o beneficio mais importante que a marca pode oferecer, é algo crível, único e por si só, fator decisivo no processo de decisão de compra do consumidor. Quando alguém procura um produto ou serviço ele quer muito mais do que apenas o produto em si, ele quer um valor que vem agregado e que promete uma experiência ímpar, responsável pelo ato da compra, a Volvo, por exemplo, promete segurança, assim como a Mont Blanc promete status. Cada empresa tem a sua promessa. Qual é a promessa de empresas como Rolex, Pespsi, Levis, Lacoste, BMW, Adidas, HP?

 

Compilando o que escrevi acima podemos dizer que branding também é relacionamento. Relacionamento com pessoas. Empresas ouvindo, falando, criando experiências com o seu público.

O segundo motivo que as PMEs usam para justificar a falta de investimento em branding é o alto custo e a pequena perspectiva de retorno em curto prazo, uma vez que branding exibe seus resultados a médio e longo prazo. Não podemos negar que uma gestão de marca sólida e eficiente tem o seu retorno de forma plena em períodos mais longos, porém uma vez estabelecido o resultado é mais duradouro. Branding não é corrida de 100 metros. Branding é maratona.  Mas, com tudo isso, pode-se sim, na verdade deve-se, começar a trabalhar o branding nas pequenas e médias empresas, há questões preponderantes, vitais, desde o nascimento de uma empresa e que precisa ser trabalhado com uma ótica de gestão estratégica para já começar a traçar o perfil da empresa e sua identidade no mercado.

Branding é relacionamento com pessoas. Em qualquer momento que alguém (target) entrar em contato com a sua empresa, seja proposital ou acidental, ela tem que perceber valor. Quando um cliente em potencial se depara com alguma comunicação da sua empresa alguns fatores são levados em consideração e aíi que o branding tem que atuar, não importa o tamanho da empresa.

O target que recebe um impresso da empresa automaticamente está, mesmo que inconsciente analisando o posicionamento através do nome da empresa, a identidade visual (assinatura visual, layout, cores, imagens, etc.) a linguagem verbal utilizada, tipo de material que foi impresso, forma de contato (recebeu no sinal, estava exposto em algum expositor, estava na loja de parceiros, etc.).

O segundo passo pode ser uma visita no site ou redes sociais, a linguagem verbal e identidade visual deve ter uma unidade com o material impresso, fora isso a forma com que a empresa se comporta nas diversas mídias sociais, conteúdo exibido, performance do site, informações relevantes, tudo isso gera engajamento e reforça o posicionamento.

A terceira etapa é quando o target chega para o momento da verdade, é quando decide entrar em contato com a empresa, seja fisicamente, por telefone ou outra forma de contato, e ali começa o pesar a qualidade do atendimento, grau de informação do colaborador, linguagem verbal e corporal de todos na empresa, decoração do ambiente, som ambiente, aroma, etc.

Planejando esses pontos já começa a traçar a personalidade da sua marca e com certeza são ações que irão promover o aumento de vendas da empresa, desde que o básico, ou seja, o produto ou o serviço seja realmente de qualidade.

Branding é para todos, use com inteligência e seja feliz.

Avante!

Sobre Marcus Vinicius Liberato

Marcus Vinicius Liberato

Marcus Vinícius é um profissional All Line, pois que acredita que a comunicação e o marketing não podem ficar segregados a ambientes estanques como offline ou online. Publicitário, formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Fluminense, é o fundador e sócio diretor da Full Type Comunicação que realiza serviços de marketing, design, publicidade, web e consultoria.

2 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>